Drika Cerqueira Assessoria Materna

Querida nova Mãe,

A vida é sempre uma ocasião que devemos comemorar com grande amor e alegria. Gerar a vida e trazê-la ao mundo é uma benção que recebemos e podemos transformar em um divisor de águas em nossa existência. Enquanto somos um casal, a vida segue de uma forma. Quando um pequeno ser, feito de ingredientes de ambos, chega a este planeta, nasce um filho, uma mãe, um pai e uma família.

A primeira grande lição é que o tempo ganha um novo sentido. No início quase não aparece a barriga, depois ela cresce, torna-se grande, imensa e… A gente sente falta dela. O tempo passa rápido e recorrentemente a gente sente vontade de reviver aquele estado de plenitude do corpo e alma, dos hormônios abundantes, da vida que é múltipla.

Nove meses voam. Tem o enjôo do começo para algumas, o inchaço dos pés no final para muitas. A sensação incrível de ter alguém dentro da gente, nutrindo-se do nosso amor. E é neste momento que devemos despertar para a experiência mais importante: o nascer.

Como tudo neste mundo, podemos seguir a maré do comum. Mas se queremos ir além, o nascimento pode ser uma experiência orgânica e sagrada. A situação da obstetrícia no Brasil é preocupante. Temos uma das maiores taxas de cesarianas do mundo. A cesariana é uma cirurgia que guarda todos os riscos para mãe e o bebê, que por vezes nem está “maduro” para nascer.

Não podemos controlar todas as experiências que nossos filhos passarão, mas podemos fazer da primeira a menos traumática e a mais acolhedora possível.

A mulher parida renasce porque alguém acreditou em seu corpo, ela experimentou todas as sensações em sua carne. E este fato é um referencial na maternidade: se posso parir, posso qualquer coisa.

O homem renasce como pai, que não é aquele que apenas recebe a notícia do lado de fora, mas acompanha com um verdadeiro companheiro o nascimento.

Tudo que nos transforma a gente quer multiplicar. Que essas palavras seja como uma semente que planto de uma experiência que vivi e transformou profundamente meu ser.!

Com amor,

Drika Cerqueira