27 setembro 2016

Feto é capaz de “ouvir” e “cantar” músicas com 4 meses de gestação, diz estudo

Postado por Drika Cerqueira


Bebês em gestação são capazes de ouvir interferências externas com apenas 4 meses de gestação, revelou um novo estudo.

Pela primeira vez, os cientistas no Instituto Marques de Barcelona, na Espanha, mostraram que um feto é capaz de detectar sons, e, além disso, eles respondem movendo suas bocas e línguas. Acredita-se que a orelha de um feto esteja totalmente desenvolvida no quarto mês da gravidez.

A Dr.ª Marisa Lopez-Teijon, que liderou o estudo, disse que os resultados mostram um feto respondendo à música transmitida por via intravaginal, movendo sua boca e língua “como se estivesse tentando falar ou cantar”.

O estudo também tem implicações mais amplas. Os pesquisadores observam que seu método poderia ser usado para descartar surdez fetal, permitindo que os pais assegurem o bem-estar do bebê. A música estimula a parte do cérebro envolvida na comunicação, e, ao ouvir o som, o feto respondeu com movimentos semelhantes aos da vocalização, que acontece antes de se aprender a falar.

Usando o dispositivo conhecido como Babypod, desenvolvido para o estudo, as mães poderiam começar a estimular a capacidade de comunicação do seu bebê antes dele nascer. Em essência, essa ideia sugere que bebês podem começar a aprender até mesmo antes de nascer. O experimento foi realizado em mulheres grávidas entre a 14ª e a 39ª semana de gravidez. Ao longo do estudo, a equipe utilizou um ultrassom para observar a reação do feto, depois de ouvir a música. A música foi emitida tanto de forma abdominal quanto intravaginal, através de um alto-falante especial inserido na vagina. Os fetos ouviram “Concerto em Lá Menor”, de Johann Sebastian Bach.

A ultrassonografia realizada antes de iniciar a música mostrou que cerca de 45% dos fetos fizeram movimentos com a cabeça e membros, de forma espontânea, enquanto 30% movimentou a boca ou língua, e 10% manteve a língua para fora.

Quando expostos ao som emitido através do dispositivo intravaginal, 87% dos fetos reagiram com movimentos da cabeça e dos membros, pararam quando a música foi interrompida. Além disso, 50% dos fetos reagiram com um movimento impressionante, abrindo bastante sua mandíbula e tirando a língua para fora o máximo possível. Em comparação, quando um conjunto de fones de ouvido foram colocados em uma mulher grávida e a música foi tocada através do abdômen, os pesquisadores observaram mudanças na expressão facial fetal.

“Estamos cientes da importância de falar com os bebês a partir do momento em que nascem para promover a estimulação neurológica. Agora, temos a oportunidade incrível de fazer isso muito mais cedo, o que é um grande avanço”, disseram os pesquisadores em um comunicado. O estudo foi publicado na revista Ultrasound.


http://www.jornalciencia.com/feto-e-capaz-de-ouvir-e-cantar-musicas-com-4-meses-de-gestacao-diz-estudo/

16 agosto 2016

A DOR ALÉM DO PARTO

Postado por Drika Cerqueira

Uma em cada quatro mulheres brasileiras sofre algum tipo de violência no atendimento ao parto. Acontece todos os dias, em todos os lugares e a maioria dessas histórias não são contadas. “A obstetrícia é mundialmente a especialidade médica com maior número de ocorrências, de infrações, quer na lesão corporal, quer nas mortes. Setenta por cento de tudo que o Ministério Público realiza em matéria de processos dos chamados erros médicos estão nesta especialidade”. A afirmação é do promotor de justiça do Distrito Federal, Diaulas Ribeiro. 



Assistam ao documentário "A Dor Além do Parto"
Edição: Léo Preto
Imagens: Rodrigo Sanches
Narração: Priscilla Peixoto


05 agosto 2016

INDICAÇÕES REAIS E FICTÍCIAS PARA A CESÁREA

Postado por Drika Cerqueira


Foto: Google Imagens

INDICAÇÕES DE CESÁREA ELETIVA - ANTES DO TRABALHO DE PARTO:
- Placenta prévia: raro e claro
- Herpes Genital com Lesão Ativa: raro e claro

INDICAÇÃO DE CESÁREA DURANTE O TRABALHO DE PARTO:
- Eclâmpsia: Raro e Claro
- Prolapso de Cordão: Raro e Claro
- Descolamento Prematuro da Placenta: Fácil de diagnosticar, raro de ocorrer
- Bebê em Posição Transversa persistente: raro e claro

ALTAMENTE DISCUTÍVEIS E MUITAS VEZES DIAGNOSTICADA DE FORMA ERRADA: 
- Desproporção Céfalo-Pélvica
- Parada de Proporção
- Sofrimento Fetal Agudo

NÃO É INDICAÇÃO DE CESÁREA:

- Circular de cordão (não importa quantas)
- Trabalho de parto prolongado com mãe e bebê em boas condições
- Expulsivo prolongado (média de duração dessa fase em primeiro filho: 2h!)
- Pós-datismo (Após 40/41/42 semanas)
- Pressão Alta
- Bacia "muito estreita"
- Bebê "muito grande"
- Cesárea anterior
- Primigesta com mais de 35 anos
- Primigesta Adolescente
- HPV, verrugas genitais, miomas, cistos
- Pouco ou muito líquido amniótico

SITUAÇÕES DISCUTÍVEIS:

1) Apresentação pélvica
(recomenda-se oferecer versão cefálica externa depois de 36 semanas mas se não for bem sucedida ou não for aceita pela gestante, discutir riscos e benefícios: o parto pélvico só deve ser tentado com equipe experiente e se for essa a decisão da gestante);

2) Duas ou mais cesáreas anteriores
(o risco potencial de uma ruptura uterina – variando de 0,5% - 1% - deve ser pesado contra os riscos de se repetir a cesariana, que variam desde lesão vesical até hemorragia, infecção e maior chance de histerectomia); as diretrizes mais recentes não discriminam entre uma ou duas cesáreas para quem quer tentar um VBAC (Vaginal Birth After Cesarean = Parto Vaginal Após Cesárea);

3) hiv/aids (cesariana eletiva indicada se HIV + com contagem de CD4 baixa ou desconhecida e/ou carga viral acima de 1.000 cópias ou desconhecida); em franco trabalho de parto e na presença de ruptura de membranas, individualizar casos.


Mais informações:

Indicações de cesárea baseada em evidências parte 1


gravidez, parto e maternidade

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