Cortar o cordão umbilical é uma prática comum nos hospitais ao redor do mundo. Como se alguma coisa fosse acontecer se o bebê não fosse separado imediatamente de sua mãe e de sua fonte de oxigênio, sangue e nutrientes. Ou é uma pressa do profissional de acabar logo e passar para o próximo?
É uma prática enraizada na nossa cultura por milênios, e é reconhecia por Michel Odent como sendo mais uma “desculpa” para a separação imediata entre mãe e bebê. Como no passado se acreditava que o colostro (o primeiro leite) era prejudicial para o bebê.
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Que receber carinho é bom todo mundo sabe. Mas, nos últimos anos, a neurociência descobriu por que: o cérebro tem um sistema especializado em detectar carícias -toques que deslizam suavemente sobre a pele- e informar sua ocorrência tanto a regiões que cuidam da sensação de bem-estar do corpo quanto a outras que inibem respostas variadas de estresse.
Claro que um sistema de sensibilidade a carinhos tem seus atrativos para os adultos, mas é nos recém-nascidos que sua importância se faz mais evidente: ele funciona como um poderoso detector de mãe. Depois de nove meses no aconchego do ventre, com casa, comida e calor, o carinho freqüente é a melhor indicação de que há alguém por perto para alimentar, aquecer e proteger o bebê -geralmente a mãe.
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O nascimento é uma operação simples nos países com menores taxas de mortalidade e de complicações pós-parto, como Japão, Holanda, Inglaterra e Suécia. Já o Brasil sofre excesso de medicalização: as maternidades privadas parecem hotéis ou empresas. São raros os obstetras que "permitem" à mulher assumir a posição que quiser para dar à luz. Há evidências de que se sentir protagonista nessa hora deter.
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Mitos do Parto em Casa I: a parteira chega a cavalo ou de bicicleta, e a tiracolo uma bolsa com 3 panos lavados e um livro de rezas.
Verdade: o material que vai no carro do profissional inclui oxigênio, máscara, ambu, material de sutura, anestésico local, instrumentos esterilizados, drogas para contenção hemorragia, luvas estéreis e outros 20 itens.
Mitos do Parto em Casa II: a parteira é uma senhora boa e rezadeira de 70 anos, que aprendeu o ofício com sua mãe.
Verdade: o profissional que atende parto domiciliar é médico, ou enfermeira obstetra, ou obstetriz, formados em cursos superiores e com experiência em atendimento de partos normais, com e sem complicações.
Mitos do Parto em Casa III: A idéia é nascer em casa custe o que custar, então se complicar, complicou, paciência.
Verdade: o parto começa em casa, mas acaba onde tiver que acabar. Se houver algum sinal de que talvez o parto possa vir a complicar, já é feita a remoção para o hospital.
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