01 jun

8 dicas práticas para facilitar o trabalho de parto

Gravidez Parto

E aumentar as chances de um parto normal; hábitos e atividades podem ser decisivos neste momento. Saiba mais!

Por Raquel Drehmer

4 maio 2017, 13h36 – Publicado em 3 maio 2017, 18h55

(Ilustração de Juliana Mavalli / Arte de Carolina Horita/Bebê.com.br)

A entrada no terceiro trimestre é um marco na gestação. Os enjoos dos três primeiros meses já são uma lembrança distante (ufa!) e a tranquilidade e a magia do trimestre intermediário perdem espaço para uma barriga bem mais pesada e para os preparativos para o nascimento do bebê. É a hora de entrar em ação para tornar o trabalho de parto o mais tranquilo possível e, se for a vontade da mãe, ir para um parto normal.

 

Com base em estudos acadêmicos e entrevistas com profissionais especializadas no acompanhamento de gestantes, reunimos as principais dicas para facilitar a chegada do bebê. Enquanto arruma a mala da maternidade e providencia as lembrancinhas, coloque-as em prática!

Ah, um lembrete: nas atividades físicas, o ideal é que a gestante esteja acompanhada, para o caso de sentir tonturas ou precisar de ajuda para levantar ou abaixar!

 

  1. Exercite-se, movimente-se (respeitando os limites do corpo)

Não precisa (e nem tem por que) virar uma triatleta, mas manter o corpo em movimento, com exercícios adequados, é ótimo para uma gestação que leve a um bom trabalho de parto. Yoga e pilates são as atividades campeãs, com muitas aulas para serem acompanhadas pela internet e turmas exclusivas para gestantes em academias.

Fácil e independente, a caminhada é uma atividade recomendada pela doula e educadora perinatal Bianca Puglia Lima, da Livre Maternagem, de Brasília. “É ótima para estimular a dinâmica uterina, melhorar a circulação e a resistência cardiorrespiratória e aumentar a sensação de bem-estar na reta final”, afirma. A assessora materna Drika Cerqueira complementa: “Caminhar ajuda o bebê a encaixar direitinho na pelve”.

(Erik Isakson/Thinkstock/Getty Images)

  1. Coma tâmaras

Gestantes que comem tâmaras diariamente têm menos chances de precisar de medicamentos de progressão ou indução do parto. Esta é a conclusão de um estudo publicado no Periódico de Obstetrícia e Ginecologia dos Estados Unidos, que também mostra que as grávidas chegam com dilatação maior ao hospital e têm trabalhos de parto mais curtos. A nutricionista Melinda Johnson, que participou do estudo, explica que “as tâmaras têm um componente que imita a ocitocina [o hormônio que desencadeia o trabalho de parto] e facilita as contrações”.

 

  1. Fortifique a musculatura do assoalho pélvico

Os nove meses de gestação são um teste de resistência para a musculatura do assoalho pélvico. Ele passa a sustentar, além dos órgãos dessa região, um “novo” útero, com um bebê e anexos embrionários (placenta, líquido amniótico, cordão umbilical etc.). “Estando forte, a musculatura dá maior apoio ao útero e reduz a pressão sobre a bexiga”, afirma Drika. As dores lombares também diminuem e a recuperação no pós-parto é mais rápida.

A principal atividade para o fortalecimento da região é o exercício de kegelÉ supersimples e pode ser feito ao longo de toda a gravidez. A dica de Drika é contrair a musculatura imaginando impedir a saída, ao mesmo tempo, de um pum e do fluxo de urina. Faça 20 repetições duas vezes ao dia. Pode ser no trânsito, vendo TV e até no trabalho.

Já Bianca sugere exercícios com a bola suíça (ou bola de pilates): sente-se na bola e balance os quadris lentamente de um lado para o outro. Em seguida, faça movimentos circulares com os quadris. Dez repetições no sentido horário e dez no anti-horário são suficientes por dia.

(b-d-s/Thinkstock/Getty Images)

  1. Faça sexo

Transar é uma dica que vale especialmente para a reta final da gestação, naquelas últimas semanas em que a barriga já está pesando uma tonelada. “O sexo pode ajudar a induzir o parto pelo estímulo uterino provocado pelos orgasmos, pela liberação natural de ocitocina e pelo sêmen, que contém prostaglandina e deixa o colo do útero mais maleável para a dilatação”, esclarece Bianca.

 

  1. Durma bem

O último trimestre da gravidez traz um sono louco. Aproveite essa predisposição natural para dormir sempre que possível. O estudo “Sleep Deprived No More: From Pregnancy to Early Motherhood” (Privação de sono nunca mais: da gravidez à maternidade inicial, em português), da ginecologista e obstetra norte-americana Jodi Mindell, indica que mulheres que dormiram menos que seis horas por dia no último mês de gestação tiveram trabalhos de parto mais longos e quatro vezes mais chances de partir para uma cesárea.

Abrace seu travesseiro de corpo e durma sem culpa!

(AndreyPopov/Thinkstock/Getty Images)

  1. Evite açúcar e farinha branca em excesso

A doula e educadora perinatal Lara Maringoni Guimarães conta que a dica mais atual é evitar açúcar e alimentos que contenham farinha branca, especialmente após a 36ª semana de gestação. “Esses alimentos parecem inibir a ação da prostaglandina, o que acarretaria, em tese, em trabalhos de parto mais longos”, diz.

 

  1. Fortaleça as pernas

O parto normal vertical (ou seja, quando a gestante fica em pé) pode ser até uma hora mais curto que o horizontal (na posição deitada). Para conseguir passar por ele sem ficar com todas as dores do mundo na sequência, pernas fortes são essenciais. O especialista em ginástica pré-natal Erin O’Brien, criador do DVD “The Complete Pregnancy Fitness”, ensina a deixá-las em forma com um exercício que pode ser feito em casa. Coloque uma bola média entre sua lombar e uma parede e vá descendo o corpo, distanciando os pés da parede o máximo que conseguir. Quando chegar ao seu limite, pare e faça três séries de 15 agachamentos curtos. Suba lentamente e repita no dia seguinte.

 

  1. Faça uma bela faxina em casa

Além de organizar a casa para receber o bebê, esse esforço físico ajuda no trabalho de parto. “A movimentação de uma faxina pode aumentar a pressão da cabeça do bebê sobre o colo, estimulando a produção de ocitocina”, afirma Bianca.

E a sua casa ficará um brinco!

(Halfpoint/Thinkstock/Getty Images)

 

http://bebe.abril.com.br/parto-e-pos-parto/8-dicas-praticas-para-facilitar-o-trabalho-de-parto/

 

04 maio

10 DICAS PARA TER UM PARTO NORMAL NO BRASIL

Parto

Ter um filho no Brasil hoje é uma tarefa bem complicada. Chegamos ao auge da medicalização do parto nem por isso as taxas de mortalidade e morbidade materna estão diminuindo. Quando não é cesárea é um parto normal repleto de intervenções.  Na rede privada vemos maternidades com índices superiores a 80% de cesáreas.

Diante desse cenário e a vida moderna trouxeram um comportamento comum ao casal grávido: entender o médico como o detentor do saber e deixar todas as decisões nas mãos dele. Não se questiona, nem discute e nem se busca uma segunda opinião, na maioria das vezes. Acredita-se que todos os médicos agem baseados em evidências científicas sólidas. Grande engano! A formação médica está cada vez mais frágil e desprovidas de fundamento científicos.

Estudos apontam que quase 70% das brasileiras deseja um parto normal no início da gravidez, mas poucas recebem apoio em suas escolhas e apenas 15% conseguem parir o que demonstra claramente uma influência do pré-natal na decisão das mulheres pelo tipo de parto.

Existem muitos motivos para se optar pelo Parto Normal:

  • Menor risco de complicações, hemorragias e infecções.
  • O bebê nasce quando está pronto para respirar do lado de fora, com isso é menor as chances de desconforto respiratório.
  • Ao passar pelo canal vaginal o bebê sofre uma compressão do tórax que elimina as secreções pulmonares de líquidos localizados nas áreas respiratórias.
  • Maior facilidade para amamentação – o corpo da mulher trabalha se preparando para a chegada do bebê, os hormônios agem em sintonia permitindo que o leite desça mais rápido.
  • Melhor recuperação após o parto – a mulher está em melhores condições físicas para cuidar do seu bebê.
  • Os laços emocionais e sentimentais com o bebê acontecem com maior facilidade.

Abaixo listo 10 dicas para conseguir um Parto Normal no Brasil:

  1. ESCOLHA UM BOM MÉDICO

Muitas mulheres acabam ficando com o seu próprio ginecologista o que muitas vezes acaba sendo um erro já que muitos são adeptos da cesárea. Principalmente os que atendem por plano de saúde e recebem muito pouco pelo acompanhamento ao parto que pode durar horas e horas enquanto que uma cesárea é feita em cerca de 1 hora.

Escolha um médico que pratique a Medicina Baseada em Evidências Cientificas. Converse com doulas, amigas que tiveram parto normal, questione a secretária do médico, peça na sua operadora de plano de saúde a taxas de cesárea dele. É um trabalho e tanto, mas vale a pena ter a certeza que você só passará pela cesárea ou por intervenções se realmente forem necessárias.

2. INFORMAÇÃO

Informe-se sobre o parto, como ele funciona, quais as intervenções e quando elas são necessárias, quais as indicações de cesárea. Faça um bom curso de Preparação para o Parto Humanizado, procure livros sobre o assunto, participe de grupos de apoio presenciais e virtuais, muitos são gratuitos. Apodere-se do seu parto. Você é a protagonista dele e as decisões devem ser tomadas com embasamento e não por medo.

3. LOCAL DE PARTO

Qual hospital respeita mais as decisões da mãe e tem protocolos menos rígidos em relação ao parto e ao recebimento do bebê? Dê preferências para as maternidades que tenham uma melhor estrutura para o Parto Normal como por exemplo ter suítes de parto com banheira, bola, banqueta para parto normal. Ou se você prefere um parto domiciliar, prepare-se bastante, converse com quem passou pela experiência, tire as dúvidas com seu médico ou parteira e estude tudo que puder sobre o assunto.

4. CONTRATE UMA DOULA

A doula é a profissional que não possui responsabilidade técnica ou clínica no parto, mas que permanece ao lado da gestante durante todo o processo. Ela irá te ajudar dando suporte físico, informacional e emocional antes, durante e após o parto.

Antes, te ajudando na preparação sugerindo leituras interessantes, dando dicas e conversando sobre seus medos. Durante, cuidando do ambiente, dando dicas de posições e métodos não farmacológicos de alivio da dor e fazendo uma boa massagem para te ajudar a relaxar e se entregar ao processo. Depois, no apoio a amamentação e aos cuidados com o bebê.

A Doula não é parte da equipe do médico, a Doula é da mulher, a escolha da Doula eu costumo dizer que tem que ser aquela “bateu o santo”. É preciso alguém com quem você sinta afinidade, segurança e tranquilidade acima de tudo.

5. FAÇA UM PLANO DE PARTO

Nele você colocará todas as suas preferências em relação ao parto e a chegada do bebê. Tudo que você aceita ou prefere evitar para o nascimento do seu bebê. Fazer o plano de parto te ajudará a fazer escolhas conscientes e a se nortear em relação a tudo que acontece num parto. Também é importante para deixar suas preferências bem claras para toda equipe e reconhecer o seu direito de participar ativamente do parto.

6. MOVIMENTE-SE

Você pode fazer yoga, hidroginástica ou ter um personal trainer, mas o melhor exercício na gravidez é de graça e dificilmente tem contraindicação, caminhar. Caminhadas são excelentes para ajudar o bebê a encaixar direitinho na pelve e melhorar o condicionamento cardiorrespiratório. Exercitar-se faz bem para mente, para o corpo no geral e também, para a gravidez.

7. PREPARE O PERÍNEO

A musculatura do assoalho pélvico durante a gestação sofre um prolongado teste de resistência, sustentando, além dos órgãos pélvicos, o bebê, o novo útero e todos os demais anexos embrionários (placenta, cordão umbilical, etc). O parto é o maior teste de força, resistência e elasticidade para todo o assoalho pélvico, especialmente para a musculatura. Uma musculatura forte oferece maior apoio ao útero reduzindo a pressão sobre a bexiga, diminui também, as dores lombares e permite uma recuperação melhor e muito mais rápida no pós-parto.

Durante toda a gravidez é aconselhável fazer os exercícios de Kegel (para fortalecimento) e após 34 semanas, a massagem perineal e o treinamento com epi-no (para aumento da elasticidade). Consulte uma fisioterapeuta obstétrica que poderá te orientar nos exercícios específicos para o seu períneo.

8. FALE DOS MEDOS

Converse sobre seus medos, seja com seu companheiro, doula, terapeuta ou uma amiga. Falar sobre os medos faz com que eles se tornem menores do que quando estão apenas na mente. Além de te ajudar a encontrar recursos para lidar com eles. Não adianta jogá-los para baixo do tapete, é preciso encará-los porque senão eles podem aparecer num formato muito maior no momento do parto.

9. DPP + 2 SEMANAS

Isso mesmo, diga para as pessoas, que as sua Data Prevista para o Parto é 2 semanas após a data verdadeira. Com isso você evita os palpiteiros de plantão dizendo que o bebê vai passar do tempo e colocando terrorismo onde não tem. Afinal uma gestação saudável pode ir até 42 semanas sem nenhum problema.

10.ACREDITE NO SEU PODER

Acredite em você, no seu corpo e no processo de parir. Tirando raras exceções, uma mulher que gerou e gestou poderá parir com médico, sem médico ou apesar do médico. O seu corpo sabe exatamente o que fazer. O obstetra francês Michel Odent diz que o aparato tecnológico está tornando os partos menos eficazes. Ele defende a “mamiferização” do parto, que é como chama o conjunto de ações que fazem com que o nascimento respeite as condições inatas da mulher. Assim como as fêmeas se fomos deixadas sozinhas num local seguro e sem interferências, iremos parir lindamente.

Espero que essas dicas te ajudem na sua busca pelo parto humanizando, entendendo que humanizar o parto é respeitar a mulher como protagonista e o bebê como um ser que precisa de acolhimento e amor em sua chegada. Num parto humanizado a equipe busca promover uma atenção centrado nas escolhas e necessidades individuais de cada uma. Equipe e gestante /casal compartilham a tomada de decisões.

Drika Cerqueira

26 out

Como acontece o parto?

Parto

O início do trabalho de parto é desencadeado pelo amadurecimento de alguns órgãos/sistemas:

  • A pele
  • O sistema imunológico
  • O sistema neuro-muscular
  • E o principal, o sistema respiratório

Fisiologicamente, assim que ocorre a maturidade pulmonar, os pneumocitos tipo II, perdem uma camada que recobre suas células, em forma de tensão superficial. Com isso, sufactante é liberado e reconhecido pelo organismo materno, que entende que o bebê está pronto para nascer, dando início aos processos hormonais que iniciam e fazem parte do trabalho de parto.

A contagem de semanas que fazemos acerca da idade gestacional é apenas uma linha guia para saber em qual fase a gestante está. A espécie humana tem uma grande variação em maturidade, que pode chegar até 5 semanas. Ou seja, um bebê com 40 semanas não necessariamente está maduro, se o seu tempo é de 42 semanas, por exemplo.

Não há como prever a maturidade. Costumo dizer que um bebe de termo, que nasceu sem a mãe entrar em trabalho de parto é um bebe imaturo, justamente por não ter tido o tempo natural de amadurecimento dos seus sistemas.

Uma mulher que entra em trabalho de parto naturalmente a termo, é porque seu bebê está pronto para nascer.

Agora falando sobre as fases do trabalho de parto (TP), existem 4 fases:

1º Os pródromos

2º Fase latente

3º Fase ativa

4º Expulsiva

Os pródromos

É caracterizado por contrações aleatórias, sem ritmo e com intensidade variada.

Ou seja, a contração vem em 10 minutos, depois em 30 minutos, em seguida em 15, sem padrão, hora dolorida, hora média ou fraca.

O pródromo é uma espécie de aviso do trabalho de parto, é o momento onde a pressão da contração faz com que a cabeça do bebe pressione o colo, afinando e preparando este para começar a dilatar.

Nessa fase, a gestante deve avisar a equipe que está prodromando.

É uma fase para relaxamento, para reservar energias, tomar muito líquido, se alimentar bem e dormir, para que haja reserva de energia para quando houver o trabalho de parto.

A fase latente

Nessa fase, os hormônios estão sendo produzidos de forma contínua.

As contrações são ordenadas e com a mesma intensidade moderada.

Quando chega a fase ativa a mulher já sabe que o parto irá acontecer naquele dia ou em breve.

A intensidade moderada das contrações começa a incomodar.

É hora de chamar a doula! Ela quem dará todo suporte físico e emocional, além de aplicar métodos não farmacológicos para alívio da dor, como massagem, compressa e cuidar do ambiente, para que esteja aconchegante e acolhedor.

Quando a fase ativa vai se intensificando, os hormônios aumentam a produção e o primeiro hormônio que era a prostaglandina vai mudando e dando espaço à ocitocina, o hormônio do amor, que potencializa o efeito das contrações. Aqui, vamos caminhando à fase ativa.

A fase ativa

As contrações são ritmadas – 3 em 3 minutos – com maior frequência e intensidade forte.

A mulher percebe realmente que o seu bebê irá nascer.

Ela fala que sente dor, seu comportamento muda, ela fica mais reclusa, já não fala com a mesma frequência, não tem fome ou não consegue comer. Pede para uma outra pessoa falar por ela, o parceiro(a) ou a doula.

Além das massagens, posições e ambiente preparado para o alívio da dor, a parturiente pode entrar no chuveiro ou banheira, o que ajuda a relaxar e minimizar a sensação.

Aqui entra em cena a equipe de parteiras(os) e/ou obstetras, chamados pela doula.

Se o parto é domiciliar, a equipe irá para a casa da parturiente. Se o parto é em hospitalar com equipe de plantão, é hora de ir para o hospital fazer uma avaliação.

Se o parto é hospitalar com equipe particular, uma obstetriz irá até a casa da parturiente avaliar, para que a parturiente não vá muito cedo ou com dilatação total.

A mulher está em fase ativa quando a dilatação é maior do que 5cm.

Entre 7cm e 10cm é onde ocorre a partolândia, não é um termo científico, é como as mulheres chamam essa fase. Há uma mudança no comportamento. Uma conexão interior poderosa.

Ocorrem as vocalizações, uma expressão, libertação.

E com o avanço dessa fase até alcançar os 10cm de dilatação, entramos na fase expulsiva.

O Expulsivo

Após a dilatação total, o bebê começa a descer.

As contrações continuam, mas mudam o padrão.

A sensação é uma mescla de alívio, pressão do bebê descendo e vontade de fazer força.

A concentração da mulher se volta totalmente para o canal de parto.

As vocalizações mudam o padrão de som, é algo interno, é o expulsivo.

É nessa fase que chamamos o pediatra neonatal, que irá assistir a chegada do bebê.

O parto não termina quando o bebê nasce, mas sim após 1h do nascimento da placenta, que é tido como um período de observação pós parto.

Ainda há concentração e contração, e assim que a placenta vem, o parto é concluído.

O tempo que leva o parto natural?

Cada mulher é um indivíduo único, com as suas particularidades, experiências, história e fisiologia, então existe muita variação.

Mas em geral posso dizer que:

  • Os pródromos podem levar vários dias;
  • A fase latente até 24h;
  • A fase ativa até 12h;
  • E a expulsiva até 3h.

Claro que há casos onde o parto leva 3h do início ao fim e outros que podem chegar a 3 dias. Se a mãe e o bebê estão bem e a evolução é boa, então o parto segue tranquilamente.

Há 2 grandes parâmetros para acompanharmos o bebê:

  • Monitorização Intermitente: ouvindo o bebê em intervalos definidos.
  • Cardiotocografia: que pode ser utilizado em intervalos definidos, em um momento específico ou de forma contínua.
  • Partograma
  • Grafico de evolução das fases de parto.
  • É através da frequência cardíaca que identificamos que o bebê está com boa oxigenação.

Sobre a bolsa

A bolsa pode romper em qualquer momento, em qualquer uma das fases de trabalho de parto. Pode inclusive romper fora de trabalho de parto, antes dos pródromos ou o bebê nascer com a bolsa íntegra.

O rompimento da bolsa não caracteriza nenhum estágio do parto, mas por outro lado ajuda a ter mais informações sobre o bebê, pela avaliação da cor do líquido.

Quando o rompimento ocorre, o bebê encaixa mais baixo, forçando o colo e acelerando o trabalho de parto.

A dor

É importante entender que a dor do parto não está ligada à sofrimento.

Muito pelo contrário. Está ligada ao amor. É apenas uma sensação. Se entregar às contrações, aceitando-as de braços abertos, como um abraço, é deixar o corpo trabalhar e se abrir espaço para a chegada do seu bebê.

Não é mais uma contração e sim menos uma, que te deixa mais próxima de conhecer aquele ser tão amado.

O parto é um grande rito de passagem. É a nossa expressão mais humana!

Por: Braulio Zorzella

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