Banho de Ofurô

O bebê durante a gestação fica apertadinho,  envolto no liquido amniótico quentinho, ouvindo os sons do útero e constantemente em movimento junto com a mãe. Quando eles nascem queremos que fique esticado, soltos em silêncio e paradinhos num berço!!! Muito estranho para o bebê!!! Além disso tem que se acostumar com sensações que ele não sentia dentro da barriga, fome, sono, falada suja, dor, medo, etc..

Especialista dizem que se imitarmos as condições uterinas nos 3 primeiros meses de vida do bebê, ele se sentiria mais seguro, se acostumaria melhor a vida extra-uterina e com isso ficaria mais calmo.

Existem várias formas de imitar o ambiente uterino e falarei delas em outros posts. Hoje quero falar do banho de ofurô (balde).

Os balde tem um formato parecido com o útero materno, o bebê fica apertadinho, encolhidinho, sentindo limites e imerso em água morna como na barriga…

Ideal para ser feito próximo a hora de dormir. Use-o para relaxar o bebê, sem a preocupação de limpar, usar produtos, etc… Uma dica é colocar 2 gotinhas de óleo essencial e lavanda ou mesmo chá de camomila. Na hora do banho, use luz mais fraca, coloque uma musiquinha, fale baixinho com o bebê..faça tudo com calma e sem agitar o pequeno. Pronto!!! É como mágica… nunca vi bebê que não curta esse banho.

Foto: tirada no Curso de Shantala da Casa Humanna.

 

Você já ouviu falar sobre Criação com Apego (Attachment Parenting)?

A missão da Attachment Parenting é criar vínculos emocionais fortes e saudáveis entre pais e filhos. Sua prática consiste em atender às necessidades da criança de confiança, empatia e afeição, provendo a base para uma vida repleta de relacionamentos saudáveis.

Trata-se basicamente de uma criação consciente e ativa onde o bem estar integral da criança é tratado principalmente com empatia.

Enraizado na teoria do apego, a Criação com Apego foi estudada amplamente, durante mais de 60 anos, por pesquisadores de psicologia e desenvolvimento infantil, e, mais recentemente, por pesquisadores estudando o cérebro. Estes estudos revelam que bebês nascem com fortes necessidades de ser alimentados e de permanecer fisicamente próximos ao cuidador principal, normalmente a mãe, durante os primeiros anos de vida. O desenvolvimento emocional, físico e neurológico da criança é amplificado quando as necessidades básicas são atendidas consistentemente e apropriadamente. Estas necessidades podem ser resumidas a proximidade, proteção e previsibilidade.

O choro, a agarração e sucção do bebê são as primeiras técnicas para manter a mãe por perto. Enquanto a criança cresce e sente-se mais segura em seu relacionamento com a sua mãe, ela está mais apta a explorar o mundo ao seu redor e a desenvolver laços fortes e saudáveis com outras pessoas importantes em sua vida.

A fim de ajudar os pais em sua jornada  a Associação Attachment Parenting International criou Os Oito Princípios da Criação com Apego. Estas orientações são fundadas em investigações sérias e são conhecidas por serem eficazes em auxiliar crianças a desenvolver ligações seguras.

  1. Se preparar para a gestação, nascimento e criação – estude, prepare-se e viva plenamente a gestação, faça escolhas conscientes em relação ao nascimento do seu filho, seu desenvolvimento como você deseja educá-lo. Empodere-se!
  2. Alimentar com amor e respeito – A amamentação exclusiva durante os 6 primeiros meses é a primeira forma de amor e respeito. Respeite o tempo do bebê para a introdução de alimentos sólidos. quando for desmamar, faça de maneira gentil.
  3. Responder com sensibilidade – Esteja presente, converse, brinque, dê abraço, beijos, carinhos. Respeite o tempo do seu filho no contato com outras pessoas. Seja paciente e acolha sempre que ele necessitar de afeto.
  4. Use o contato afetivo – contato pele a pele, carregar no colo ou no sling, massagem, abraços e brincadeiras.
  5. Garanta um sono seguro físico e emocionalmente – aprenda sobre o ritmo de sono dos bebês, atenda suas necessidade também a noite. A cama compartilhada ou quarto compartilhado pode ser de grande ajuda para as mães descansarem e os bebê se sentirem mais seguros.
  6. Cuidado consistente e amoroso – O ideal é que pai ou mãe cuide sempre do seu filhos, mas muitas vezes isso é impossível pois a volta ao trabalho tem que acontecer. Encontre uma pessoa que não só alimente, dê banho e cuide das necessidades físicas mas que também criei vínculo com seu filho, seja a avó ou uma babá mas que tenha a empatia no cuidado. Evite trocar de cuidador com frequência.
  7. Pratique a disciplina positiva – Palmadas e castigos estão fora de cogitação na Criação com apego. Empatia é a palavra chave. Criança aprende com exemplo e não com palavras.
  8. Tenha uma vida pessoal e familiar equilibrada – Evite abraçar o mundo sozinha, buscar ajuda e suporte é importante para aprender a lidar com os desafios da maternidade e paternidade. Encontre também um tempo para cuidar de si, para o casamento e diversão. Mãe e pai emocionalmente saudáveis educam melhor.

Importante ressaltar que não precisa seguir exatamente todos os 8 princípios, a Criação com Apego não é uma receita de bolo, por isso recomenda-se que os pais usem seu próprio julgamento e intuição para criar um estilo de criação que incentive o apego e que funcione para a sua família.

Siga seu instinto, ouça seu coração, esqueça os palpite e viva intensamente a maternidade/paternidade. O tempo passa rápido e logo você sentirá falta desses momentos.

Para saber mais sobre o assunto: http://www.attachmentparenting.org

Como acontece a escolha dos pais com os quais o espírito vai encarnar como filho

A escolha dos pais com os quais o espírito vai encarnar (como filho) acontece justamente porque eles podem oferecer ao espírito a possibilidade de “ativar” determinados complexos de encarnações passadas. Isto significa que a criança terá naquela família as dificuldades e facilidades necessárias para ela cumprir aquilo que foi planejado antes de nascer (missão de vida).

– O retorno do espírito para o corpo é planejado. A família em que ele nascerá será aquela capaz de propiciar o positivo e o negativo que ele precisa para evoluir.

– A escolha da família na qual um espírito vai reencarnar é determinada pelas qualidades e defeitos que fazem parte do núcleo familiar. Toda família possui características que estimulam positivamente ou negativamente a criança, que está em processo de formação.

Explico-me: uma mãe amorosa, mas medrosa, engravidou. Suas vibrações foram de profundo amor, aceitação e alegria. Junto veio o receio e a insegurança. O espírito que nascerá será estimulado por todos os sentimentos, pensamentos, vibrações e sensações da mãe. Tanto as vibrações de amor quanto as vibrações de insegurança (por exemplo) vão influenciar na formação do feto.

Suponhamos que esta mãe tenha medo de perder o emprego. Este conjunto de pensamentos, sentimentos, vibrações e sensações chega até o feto. O feto não tem condições de lidar com estes estímulos. Ele usa o “banco de dados” do espírito. O espírito é a referência, a memória e a percepção do feto. Ou seja, é o espírito quem dá sentido aos estímulos que chegam da mãe. Chamamos estes estímulos de dinamizadores, pois eles dinamizam e estimulam a memória espiritual, fazendo com que parte dela seja impregnada na mente do bebê antes dele nascer, durante o parto e mesmo depois do nascimento.

Suponhamos agora que em uma encarnação passada este espírito tenha passado fome por causa de desemprego. As vibrações da mãe dinamizam esta memória do espírito e o resultado poderá ser a ansiedade no feto. A ansiedade no feto gerará uma criança ansiosa (que terá que enfrentar o desafio da ansiedade em sua vida).

Desta forma, o bebê que nasce é uma continuidade do espírito que nele está encarnado. Ele nasce com informações de outras encarnações e do plano espiritual. O bebê não é uma página em branco, ele possui uma riqueza extraordinária de informações e recursos (é assim que se forma a personalidade do bebê).

A formação da mente é acompanhada pela entrada de conteúdo do espírito, que molda o novo corpo que está se formando.

Somos uma continuidade. Somos um corpo novo conduzido por um espírito antigo, que já teve muitas encarnações, possui muitos recursos, habilidades, conhecimentos, condicionamentos, traumas, etc.

Toda criança é um espírito repleto de vida e de história. É muito importante saber trabalhar com esta história e aproveitar os recursos que foram arduamente desenvolvidos em dezenas (ou centenas) de encarnações.

Lembre-se: o feto está ligado a um espírito que possui capacidade de percepção e memória. Os acontecimentos desta fase da vida são armazenados e influenciam a formação da mente do bebe. Desta forma, as primeiras memórias que o bebê terá serão um misto de memórias intrauterinas com memórias de encarnações passadas.

“A família é o campo de provas para a evolução do espírito;”

A mãe insegura (do exemplo anterior) deve se sentir culpada? Não, nunca. A escolha dela (e do pai) para receber aquele espírito deve-se ao conjunto de suas qualidades e dificuldades. O espírito nasce em um novo corpo para lutar, superar dificuldades e evoluir. Ele está reencarnando porque possui muito à aprender e amadurecer. As dificuldades que são dinamizadas na formação do feto JÁ estão presentes no espírito e devem ser por ele resolvidas.

Traduzindo: a família dinamiza somente aquilo que o espírito que está reencarnando carrega no “coração”. É igual na vida cotidiana: o que esperar de um ingrato? Ingratidão. E de uma pessoa desonesta? Desonestidade. Se alguém der um prato de comida para um ingrato, o que será dinamizado? Ingratidão. Talvez o ingrato pense e sinta raiva: “ela me deu arroz com feijão, deveria ter me dado macarrão”. Se esta pessoa for grata, ela não terá ingratidão por receber um prato de comida. Só é dinamizado o que está no “coração” desta pessoa. O que não existir, não pode ser estimulado.

Da mesma forma, se a mãe emitir vibrações de insegurança e o espírito for seguro, ela não irá dinamizar nada. Tudo de bom ou ruim que for dinamizado no espírito é porque já está presente neste espírito. Se no seu “coração” (espírito não tem coração, imagem simbólica) houver paz, o espírito sentirá paz mesmo que os pais não sintam esta paz. O que existir pode ser estimulado, o que não existir não será estimulado. O que for dinamizado (estimulado) será o que o filho terá de bom ou ruim para enfrentar.

Os filhos são uma benção para a família porque com sua personalidade única contribuem para que os pais também aprendam com eles. Todos aprendem, porque todos possuem muito à aprender e evoluir.

Autor: Regis Mesquita – fonte