Relato de parto Ludimila – Cecília

Olho para o lado e vejo minha princesa de 14 meses dormindo profundamente. Vejo seu rostinho redondo, seu corpo branquinho, cabelo loirinho, ouço sua respiração, sinto seu suor no meu corpo. Hoje dividimos a mesma cama, há pouco tempo éramos dois corpos ocupando o mesmo lugar no espaço…

Comecei a escrever o relato do nascimento da Cecília ainda na maternidade, no meu celular, mesmo lugar onde guardei a cartinha que escrevi para ela com todo o meu coração um dia antes de ela nascer. Acontece que meu celular apagou todos os dados e eu fiquei com muita raiva por ter perdido tudo e o tempo foi passando. Agora, 14 meses depois do meu nascimento como mãe, pronta fisicamente e emocionalmente para gerar uma outra vida, quero reviver esse momento lindo e transformar minhas lembranças em palavras.

Descobrimos a gravidez pela internet, durante a madrugada, um misto de susto, alegria, medo, felicidade e desespero tomou conta de nós… seremos pais! Primeiros meses e muito enjôo, sono, muitas incertezas. A única certeza era que eu queria parto normal (PN), mas desconhecia as dificuldades que teria que enfrentar para conseguir um.

O GO 1 priorizava a vida da mãe e do bebê e faria uma cesárea se fosse necessário, senti insegurança e troquei de médico. GO 2 e uma parede repleta de fotos de bebês, muito seguro, confiante, conduziu muito bem meu pré-natal. Foi uma conversa pelo msn com minha amiga Kely de C Torres que me abriu os olhos para o verdadeiro mundo do PN. Ela me contou sobre o PN dos seus dois filhos, partos não humanizados que foram normal apenas por ela ter chegado parindo no hospital, falou sobre o GAMA e um grupo de mães. Pesquisei, me informei e mergulhei de cabeça. Descobri que precisamos lutar e nos preparar muito para o PN. Fiz yoga, watsu, massagem perineal, encontrei minha GO.

Decidimos o nome da nossa bebê, um nome delicado e suave para nossos ouvidos, Cecília! Os meses foram passando, barrigão crescendo. Um dia, navegando por um site de significado dos nomes descobri o dia em homenagem à Santa Cecília, dia 22 de novembro – que coincidência! A data provável para o nascimento da Cecília era 19 de novembro…

Sexta-Feira, 19 de novembro – Completei as 40 semanas muito bem, disposta e feliz por não ter entrado em trabalho de parto (TP) enquanto minha médica estava viajando (sim, ela estava chegando, no final da tarde já estaria de volta!). Saí cedo com a minha mãe para ver alguns detalhes para o quarto da Cecília. Na loja senti dor de barriga e um pouco de cólica, mas passou rápido.

Fomos almoçar no Lar Center e passamos a tarde vendo móveis, escolhendo sofás, passeando, de vez em quando eu sentia uma dorzinha leve. Na volta para casa paramos para tomar um sorvete no MC Donalds, noite quente, MC lotado. Conversa vai, conversa vem e de repente arregalo o olho e minha mãe “O que foi filha?” Na hora não entendi o que estava acontecendo, parecia um escape de xixi, mas não era possível, o xixi era interminável… minha bolsa… “A bolsa estourou”!!!

Que alegria! Minha princesa estava chegando! Liguei para meu marido que estava trabalhando: “Amor, está tudo bem, só te liguei para contar que a bolsa estourou”. Ele: “Ah Lu, fala sério!”. Eu: Fá, estou falando mais sério do que nunca, arruma suas coisas e vem para casa”. Ele: “Você está brincando né?” – hello!!!! Claro que eu não estava brincando. Bom, demorou para cair a ficha e ele saiu do trabalho. Não sei como ele conseguiu atravessar a cidade tão rápido numa sexta-feira às sete da noite.

Liguei para minha querida doula, Drika Cerqueira, que me disse que a Dra. Andréa já estava no aeroporto. Estava tudo dando certo! Dra. Andréa em São Paulo, Fábio voltando para casa, apesar da ansiedade eu estava super bem. A Drika pediu para eu descansar, provavelmente o TP engrenaria durante a madrugada.

Voltando ao MC lotado… preciso contar que o chão ficou ensopado, eu fiquei ensopada, a cadeira ficou ensopada a ponto da gerente vir falar comigo, perguntar se eu estava bem, se queria que chamasse uma ambulância, se queria que alguém me levasse ao HU. Um jovem casal estava na mesa ao lado acompanhando a cena inusitada e hilária. O rapaz virou para mim e perguntou se a bolsa tinha estourado de verdade e se eu não devia sair correndo para o hospital. Ficamos lá conversando enquanto minha mãe foi na minha casa pegar uma toalha e uma troca de roupa (sorte que eu morava em frente ao MC), a namorada do rapaz estava grávida e eles estavam interessadíssimos no assunto. Antes a cadeira do MC ensopada do que um sofá caro do Lar Center (risos).

Sai do MC com vários desejos de boa sorte de pessoas que nunca tinha visto, alguns olhares curiosos, muitos sorrisos. Fomos para casa, meu marido chegou e me deu um abraço apertado. Estávamos ansiosos e felizes. Ficamos nós três e minha cachorra, abrimos uma garrafa de vinho, demos risada, pedimos pizza e fomos deitar.

Uma dorzinha de vez em quando e nada demais.O que seria uma contração? Será que era essa dorzinha de nada? Fiquei quietinha na cama tentando dormir e percebi que não estava sentindo nada, nem mesmo a Ceci… porque ela não mexe? Está quieta demais! A sensação era de que minha barriga tinha murchado, como se estivesse à vacuo. Conversei com a querida Márcia Koiffman, falei com a Dra. Andréa e fui para o São Luiz ver se estava tudo bem. Passamos a madrugada no SL, tudo bem com a bebê, líquido baixo, colo do útero alto, contrações fracas e espassadas. Já era de manhã, tomamos café e fomos para casa descansar um pouco. Dormi muito pouco, queria que meu TP engrenasse, mas onde estão minhas contrações?

Sábado, 20 de novembro – Fomos para a casa dos meus sogros. Almoçamos, andei bastante, fiquei na bola, rebolei, à noite marquei uma sessão de acupuntura enquanto meu marido foi na casa da querida MK pegar um remédio natural para auxiliar no TP. Esperaríamos até domingo de manhã.

Acupuntura ok, agora era só tomar o remédio de meia em meia hora durante à noite para acordar com contrações!! Descansei pouco durante a noite, estava muito ansiosa, conversei muito com a Cecília, pedi para Deus nos ajudar e de meia em meia hora tomei o remédio fazendo careta.

Domingo, 21 de novembro – Acordei, nada de dor, chorei muito… Desabafei com meu marido, disse que estava com medo de não conseguir meu PN, medo de ter que fazer cesárea, porque não tinha contração? Porque a bolsa tinha rompido e eu não sentia dor? Fomos para o hospital, líquido baixo, tudo bem com a bebê. Procedimento: internar para iniciar a indução.

Frustrada, entrei no quarto às 17hs e iniciamos a indução com um remédio para preparar o colo do útero, à noite senti algumas contrações. Meu marido do meu lado, dormindo naquele sofá “confortável” e eu resolvi escrever com todo meu coração, todo meu amor, uma carta para minha filha pedindo para ela vir para meus braços, para não ter medo de nada, que tudo daria certo. Depois de escrever, recebi um email carinhoso da Drika com uma oração, a oração à Santa Cecília que li e reli várias vezes antes de adormecer:

“Ó Gloriosa Santa Cecília,
apóstola de caridade,
espelho de pureza e modelo de esposa cristã!
Por aquela fé esclarecida,
com que afrontastes
os enganosos deleites do mundo pagão,
alcançai-nos o amoroso conhecimento
das verdades cristãs,
para que conformemos a nossa vida
com a santa lei de Deus e da sua Igreja.
Revesti-nos de inviolável confiança
na misericórdia de Deus,
pelos merecimentos infinitos
de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dilatai o nosso coração, para que,
abrasados do amor de Deus,
não nos desviemos jamais
da salvação eterna.
Gloriosa Padroeira nossa,
que os vossos exemplos de fé e de virtude
sejam para todos nós um brado de alerta,
para que estejamos sempre atentos à vontade de Deus,
na prosperidade como nas provações,
no caminho do céu e da salvação eterna.
Assim seja.”

Segunda, dia 22 – Acordei cedo, nada de contração, chorei frustrada. Tomei café da manhã, fui tomar banho e sai pulando e cantando: contração, contração!! Finalmente senti o que era uma contração com direito a ter vontade de rebolar no banho para amenizar a dor! Meu marido ria de mim, eu sorria de orelha a orelha – nunca imaginei que ficaria tão feliz por sentir uma contração de verdade. Ligamos para a Drika e para a MK que foram para o hospital. Márcia me examinou, 3 cm, vamos descer para a Delivery 2!!

Acho que o pessoal do SL nunca tinha visto uma grávida descer tão feliz. Fui sorrindo, com meu marido do meu lado. No corredor da sala de parto ouvi um grito e fiquei sabendo que a moça ao lado estava com 8cm, nossa, em breve seria eu.

Contando um pouquinho sobre minha colega de Delivery: dilatação total e nada do médico dela chegar. O médico tinha se envolvido num acidente (acho que era uma tarde chuvosa) e não chegaria a tempo – fala sério! Como eu estava bem, esperando as contrações ficarem ritmadas, a MK foi ajudar no nascimento do bebê ao lado. E assim veio ao mundo o fofucho do Vinícius da Lilian Freitas.

Bom, esperamos 4 horas e nada de progredir, teríamos que recorrer à ocitocina. Não queria… não queria… tinha medo de não aguentar a dor, de pedir anestesia, de não conseguir. Queria tanto que meu corpo agisse sozinho. Fiquei triste e frustrada, meu marido, Drika e a Márcia me encorajaram e me animaram. Seria bem devagar, só para engrenar o TP… ok, vamos lá.

Uma hora depois e as contrações já estavam fortes e constantes, parei de rir, de conversar, não me lembro de detalhes e provavelmente as coisas não foram exatamente como vou contar. Embarcava naquele momento na Partolândia.

A Drika sugeriu que eu fosse para a banheira, gostei da idéia, sempre pensei que teria a Ceci na água, pensei que quando entrasse seria a anestesia natural e que não sairia mais de lá até o nascimento. Estava completamente enganada. Acho que os bebês que escolhem como e onde querem nascer, não as mamães…

Não sei quanto tempo fiquei lá, talvez 1 hora e meia? Só sei que foram os piores momentos. As contrações eram forte demais, o intervalo entre elas curto demais, sentia calor e pedia água gelada na cabeça, sentia frio e pedia para meu marido ligar o chuveiro quente, sentia falta de ar, não encontrava posição. O Fábio me abraçava, ajudava durante as contrações, mas estava horrível. Os minutos eram intermináveis horas e eu comecei a contar mais uma contração e não menos uma. Estava exausta, queria fechar os olhos e dormir, descansar um pouco, mas era impossível. O pior não era a contração em si, mas a dor de tudo se abrindo, de algo saindo pelo ânus – comecei a me desesperar. A MK fez outro toque e constatou 6cm. Como assim apenas 6 cm? Estava insuportável, frio, calor, falta de ar, meu ânus se abrindo – vai sair pelo lado errado, não é possível.

Comecei a pedir analgesia. Não queria ficar dopada, apenas sentir um alívio, conseguir descansar um pouquinho. Todos conversaram comigo, tentaram me acalmar, fiquei bastante tempo sozinha com meu marido, ficamos lá abraçados na banheira. Pedi para ele me ajudar, achava que estavam me enrolando para não dar anestesia, pedi para ele esquecer tudo que eu já tinha dito sobre parto natural. MK e Drika voltaram e pediram para eu esperar a Dra. Andréa chegar, nesse momento minha vontade foi jogar todos na banheira, um a um, inclusive a Dra que nem estava lá (risos). Cheguei a pensar que se eu tivesse um bisturi abriria minha barriga e tudo seria mais simples. Pensei no porque tinha inventado parto natural, porque tinha me metido com aquelas maternas malucas.

Felizmente, não conheci o anestesista… Na verdade ele foi chamado, porém estava em uma intercorrência (no momento não me disseram qual: a parturiente que ele estava acompanhando teve uma parada cardiorespiratória durante a cesárea). Finalmente a Dra. Andrea chegou e constatou quase 8 cm. Sai da banheira e tudo foi melhorando, acho que diminuiram a ocitocina também.

A Dra. Andrea sugeriu procurar uma posição mais confortável. Tentei a bola, não dava. Tentei a banqueta de cócoras e me encontrei. Precisava de algum lugar para segurar… levantamos a cama o mais alto possível, colocamos a banqueta na frente do pé da cama levantada numa altura que dava para eu segurar num ferrinho que tinha no final da cama. O Fábio sentou na bola atrás de mim me dando apoio nas costas, beijinhos na nuca, carinho e proteção. Dra. Andréa, MK e Drika ficaram sentadas no chão, na minha frente, embaixo da cama – esse foi o cenário de não sei ao certo quanto tempo,duas horas e pouco talvez. Dra. Andréa fez uma manobra bem dolorida para auxiliar e antecipamos a fase de fazer força. Vinha uma contração e eu fazia força, não imaginei que para parir era necessário fazer tanta força. Naquele momento eu já havia esquecido da analgesia, do anestesista, do mundo.

Eu sentia que a contração vinha vindo… respirava fundo, segurava o ar, fazia força durante a contração, descansava e respirava. Não sei quantas inúmeras vezes repeti essa sequência. Naquele momento, ajudar a Cecília a nascer era um desafio e uma força do além me dominou, eu estava focada, numa posição que me favorecia, com o apoio físico do marido nas minhas costas e apoio emocional que precisava. A Drika disse: Ludi, você chegou até aqui, faz 3 dias que sua bolsa estourou, agora a Cecília tem que nascer hoje, no dia da Santa Cecília.”. Verdade!!! Vamos agilizar princesinha da mamãe, depois de tudo que passamos esses dias, duas horas é muito pouco e você vai nascer ainda hoje! E assim foi, expulsivo lento, minha filha descendo pouco a pouco, cóccix gritando, círculo de fogo caprichado, sensação forte de que meu clitóris estava muito, muito esticado, porém eu estava focada: contração, segura o ar, força total, descansa, respira.

A cabeça demorou bastante para sair inteira, foram várias contrações, muita, muita, muita força. Depois o corpinho saiu em uma contração, uma única força e ela veio para meus braços chorando muito, um choro molhado, corpinho escorregadio e muito macio, uma princesinha linda! Aquele acesso no meu braço atrapalhava e parecia estar machucando minha bebê – que vontade de arrancar! Ficamos ali, nós três abraçados, emocionados, curtindo o momento mais sublime e mágico de nossas vidas. Cecília nasceu às 22:29 do dia 22 de novembro de 2010, 3 dias depois que a bolsa estourou, 10 horas e meia de trabalho de parto, 5 horas e meia depois da ocitocina, 3170kg, 48,5cm, apgar 10/10, mamãe sem laceração, extasiada de felicidade, papai chorando copiosamente.

O papai cortou o cordão, pegou a Cecília no colo e levou para a Dra. Sandra examinar. Neste momento senti a Dra. Andréa mais firme: “Ludi, precisamos tirar a placenta, vamos deitar, eu preciso fazer uma manobra para te ajudar”. Mas porque? Tinha lido tantos relatos nos quais a placenta saia suavemente, sem dor ou manobra. Ok, não questionei, afinal tinha sido a primeira vez que percebi uma tensão maior, algo estava acontecendo.

Não foi fácil expelir a placenta. Eu lá deitada, esticando o olho para minha bebê gritando, tentando acompanhar de longe a primeira imersão no balde que o pai e a Dra. Sandra estavam fazendo para acalmá-la um pouco, uma dor absurda com a manobra, mais força, sangue, sangue. Finalmente, saiu! Cecília voltou para o meu colo e ficamos abraçadinhas, ela mais calma, papai do lado fazendo carinho nas suas duas princesas, emocionado, mamãe se sentindo a super mulher “Eu consegui! Conseguimos minha filha! Conseguimos meu amor!”

Senti um pouco de dor para levantar sozinha da cama por uns dias, acho que tive uma pequena fratura no cóccix, por isso a dor durante a transição foi tão intensa – puro achismo da minha parte.

Agradecimentos:
Em primeiro lugar agradeço meu marido, meu companheiro, meu amor, que me apoiou em todas as minhas escolhas, em todos os momentos, não saiu do meu lado para nada – não me lembro nem ao menos de ele ir ao banheiro, risos. Sem sua ajuda, seu carinho, sua companhia eu não teria conseguido. Obrigada por me abraçar na banheira, quando eu chorei e pedi anestesia, me olhar nos olhos e dizer que estava ali comigo e que me amava.

Cecília, minha filha, obrigada por me ensinar a ser mãe. Obrigada por ser um bebê carente de colo, carinho e peito. Obrigada pelo aconchego durante as noites, pelos sorrisos que curam qualquer ferida, por me ensinar todos os dias o amor maior do mundo.

Mãe, obrigada por ter permitido que eu nascesse de parto natural e por ter me ensinado, desde criança, que parir dói, dói muito, mas é a maior e a melhor dor da vida de uma mulher. Nos momentos mais críticos lembrei de você, mulher guerreira e forte.

Lembrei também das mulheres guerreiras da lista, dos vários relatos de parto que li, das tantas histórias com finais felizes. Muito obrigada por compartilharem suas experiências, por me contagiarem e me encorajarem.

Kely querida, obrigada por me abrir os olhos, por me introduzir a este mundo materno maravilhoso, por ter ajudado de forma indireta que eu fosse a personagem principal do meu parto.

Agradeço minha querida doula, Drika Cerqueira, pelos inúmeros filmes, informações, pela companhia intensiva durante os três dias de tensão. Você me orientou, me tranquilizou, me massagiou, me acudiu com várias garrafinhas de água gelada na cabeça (risos), foi a responsável pela trilha sonora do momento mais marcante da minha vida, me deu força e energia junto com aquele melzinho na boca e além de tudo isso foi reponsável por lindas fotos.

Agradeço a querida Márcia Koiffman pelo seu carinho, serenidade, disponibilidade inclusive na madrugada respondendo prontamente. Obrigada por sua sabedoria, simplicidade e delicadeza.

Obrigada Dra. Andréa por chegar no momento que eu mais precisava, por mudar meu foco, me trazer de volta à terra e me fazer esquecer da analgesia, por me deixar à vontade nas minhas escolhas e por ser dura quando foi preciso.

Minha equipe perfeita, todas sentadas embaixo da cama da Delivery 2 do HSL… essa é a imagem que sempre vou carregar de vocês.

Meu marido perfeito, abraçado em mim o tempo todo em pé, na banheira, na bola… te amo meu amor.

Minha Família – 22/11/2010